Saimos de Cusco ontem cedo e gastamos 2 dias para rodar 800 Km. No meio dos Andes não conseguimos conexão e por isso o blog não foi atualizado.
No dia 26, ainda em Cusco, almoçamos no Limo (Eu, Matheus e Ana), minha mãe e Sofia foram ao Museu do Chocolate aprender a fazer estes deliosos doces e a noite fomos comer uma pizza no Chez Maggi. Na sequência fomos conhecer a noite cusquenha, mas como era uma segunda feira, estava tudo vazio. Fomos até a balada Mama Africa, tomas um drink e fomos embora. Na saída da balada tinha um pessoal oferecendo diversos tipos de drogas sem a menor preocupação.
No dia seguinte pegamos a estrada rumo a Lima e passamos por diversos tipos de paisagens, como vales cultivados, até desertos totalmente aridos. Muitos animais na estrada, como cachorros, vacas, lhamas, vicunha, alpaca, burros etc... O que mais encontramos mesmo foram cachorros suicidas cruzando a pista na nossa frente o tempo todo. A temperatura também variou bastante, dos 26°C aos 2°C em poucos minutos e assim foi a viagem toda. Calor, frio, calor, frio... E desta vez chegamos aos 4.600 m de altitude!
Para quem está pensando em fazer esta viagem posso dizer que as Serras são um tanto quanto perigosas, portanto se programem para fazer a viagem com calma. Além do que já foi mencionado, passamos por centenas de curvas muito fechadas ao longo do caminho (Acreditem quando eu digo que são centenas!!!). De qualquer maneira, fazer esta viagem realmente vale a pena pelas paisagens que encontramos ao longo dos Andes peruanos.
Hoje chegamos em Nasca e conseguimos ver duas figuras de uma torre metálica improvisada.
Outra curiosidade são as casas sem telhado (Após Nasca), já que aqui quase não chove.
Dica: Fiquem no hotel Tampumayu, 15km antes de chegar em Chalhuanca (Estavamos na estrada e encontramos este hotel no final do dia).
E neste exato momento estamos todos no quarto do Toninho e Claudinha (Hotel Embrujo, em Ica) comendo Inka Chips e bebendo Kola Inglesa, um refrigerante de cor vermelha bem clara (Gosto do refrigerante: Gelatina de morango muito doce, com gás).
29 de dez. de 2011
26 de dez. de 2011
Os Andes, Cusco e Machu Picchu
Bom, conforme prometido volto aqui pra dar um pouco mais da minha visão da viagem e pra publicar algumas outras fotos por isso o post vai ficar meio longo.
Conforme o Felipe já mencionou abaixo a travessia dos Andes foi insana e foi o dia que eu fui de garupa na moto do Nathan porque eu não queria perder essa parte, mesmo não estando 100%. Pra vocês terem idéia quando começamos a subir os Andes o marcador de temperatura mostrava 27 graus. Em meia hora de subida a temperatura despencou 7 graus e já marcava 20. Foi quando avistamos um Peruano local parado na beira da estrada de moto colocando umas roupas de frio. Nessa hora encostamos e colocamos toda a roupa de inverno mais as capas de chuva por cima. Nessa hora também cada um apelou pra uma técnica diferente de luvas. O Felipe colocou uma luva de lã e uma luva cirurgica por cima. O Nathan colocou a luva cirurgica e uma impermeável por cima e eu coloquei uma impermeável só. Conforme íamos subindo a temperatura baixava muito rápido e perto do Pico começou a nevar. Quando olhei o marcador da moto estava mostrando 0 graus. Até ali o frio nas mãos era grande, mas suportável e começamos a ver placas de sinalização completamente congeladas. O problema foi que na subida a temperatura caiu bem rápido, mas na descida do outro lado ela não subia na mesma velocidade e as mãos começaram a doer muito. Nenhuma das técnicas de luvas funcionou... essa é a verdade e foi qdo paramos pra enfiar os dedos dentro dos escapamentos e colocar as luvas em cima do motor hahaha
Um pouco antes de Cusco paramos de novo e eu não tinha quase condição de andar de tão quebrado que fiquei e fui pro carro pra fazer a última meia hora até Cusco. Acho que uma pessoa normal e com dores não faria o que fiz, mas essa era uma das aventuras que eu queria fazer de moto e por isso fui na garupa. Faria de novo, pois a experiência foi única e poucas pessoas no mundo passaram por isso de moto. Sim, acho que agora fui batizado oficialmente como `Perro loco`... hahaha
Chegamos em Cusco e a cidade estava um loucura por causa do Natal. Muito trânsito e muita gente nas ruas. Nosso hotel foi uma boa surpresa, pois fizemos a reserva pela internet. Se chamava Tambo del Arriero (algo como hospedagem para andarilhos) e é uma típica construção espanhola com um grande pátio no meio, realmente surpreendente. Curtimos uma feirinha típica e o mercado municipal que misturava artesanato e açougue tudo junto em condições sanitárias no mínimo duvidosas.. hahaha
Como íamos pra Machu Picchu no dia seguinte fizemos umas compras no mercado e improvisamos uma ceia natalina no próprio hotel.
Machu Picchu é indescritível e fantástico, um dos lugares mais bonitos e com a energia mais incrível dos que já visitei por aí.
De volta a Cusco no dia seguinte conhecemos o museu do chocolate, uma outra feira mais longe do centro com preços melhores das roupas típicas, almoçamos no restaurante Limo (ceviche e truta espetaculares) e andamos pela cidade onde compramos umas máscaras usadas numa dança típica Cusquenha... detalhe é o nome da rua na esquina da loja onde compramos as máscaras e onde tiramos a foto.. hahaha
No dia seguinte saímos rumo a Lima e a surpresa foi encontrar novamente as estradas sinuosas dos Andes. Paisagens desconcertantes equivalentes ao perigo da estrada e suas curvas traiçoeiras, mas deu tudo certo apesar da demora não programada pra atravessar toda a cordilheira. Hoje chegamos a Nazca no Peru onde conseguimos ver algumas das famosas Linhas de Nazca (aqueles desenhos no chão que só podem ser vistos de cima). Hoje vamos tentar fazer upload das fotos pra um álbum na internet pra poder divulgar o link e vocês conseguirem ver mais fotos. Fui !!!
Machu Picchu
Dias 24 e 25/12
No dia 24 ficamos andando por Cusco e no final do dia fizemos um jantar no próprio hotel, já que teriamos que acordar as 3hs a.m. para pegar o ônibus para Macchu Picchu. Fizemos umas compras no mercado e pedimos para o recepcionista abrir o restaurante, que estava fechado por conta do natal. Utilizando a cozinha do hotel, montamos os pratos e montamos a mesa no restaurante...

A Van passou no hotel às 4hs e seguimos em direção a Ollantaytambo. Quando estávamos próximos da cidade ocorreu um deslizamento na estrada e quase perdemos o Trem, mas conseguimos chegar a tempo. Depois de trem seguimos até aguas calientes e em seguida pegamos um ônibus que nos levou até Machu Picchu.
Expedición a Machu Picchu
- Km 18, Poroy, cuyo nombre viene de "Por hoy, nos quedamos aqui".
- Km 41, Huarocondo, camino en zigzag para entrar al desfiladero de Huarocondo - Pachar formado por la quebrada de pomatales.
- Estación de Ollantaytambo, Km 67, antiguo lugar de descanso de la nobreza inca.
- Nevado Veronica, 5.700 m.s.n.m de altura, 15 minutos después de Ollantaytambo.
- Km 88, cruce de trenes de Qorihuayrachina y zona de sitios arqueológicos como Quente y Patallaqta.
- Km 104, se pasa por los complejos arqueológicos de Choquesuysuy y Wiñaywayna.
- Finalmente Machu Picchu, Km. 110, en ceja de selva.
No dia 24 ficamos andando por Cusco e no final do dia fizemos um jantar no próprio hotel, já que teriamos que acordar as 3hs a.m. para pegar o ônibus para Macchu Picchu. Fizemos umas compras no mercado e pedimos para o recepcionista abrir o restaurante, que estava fechado por conta do natal. Utilizando a cozinha do hotel, montamos os pratos e montamos a mesa no restaurante...

A Van passou no hotel às 4hs e seguimos em direção a Ollantaytambo. Quando estávamos próximos da cidade ocorreu um deslizamento na estrada e quase perdemos o Trem, mas conseguimos chegar a tempo. Depois de trem seguimos até aguas calientes e em seguida pegamos um ônibus que nos levou até Machu Picchu.
Expedición a Machu Picchu
- Km 18, Poroy, cuyo nombre viene de "Por hoy, nos quedamos aqui".
- Km 41, Huarocondo, camino en zigzag para entrar al desfiladero de Huarocondo - Pachar formado por la quebrada de pomatales.
- Estación de Ollantaytambo, Km 67, antiguo lugar de descanso de la nobreza inca.
- Nevado Veronica, 5.700 m.s.n.m de altura, 15 minutos después de Ollantaytambo.
- Km 88, cruce de trenes de Qorihuayrachina y zona de sitios arqueológicos como Quente y Patallaqta.
- Km 104, se pasa por los complejos arqueológicos de Choquesuysuy y Wiñaywayna.
- Finalmente Machu Picchu, Km. 110, en ceja de selva.
24 de dez. de 2011
Andes Peruanos e Cusco
Dia 23/12 - Chegamos a Cusco! 470 Km rodados
Saimos de Puerto Maldonado e só tinhamos 470Km pra rodar, mas esta viagem demorou por volta de 10 horas... A estrada dos Andes é ainda mais doida do que a que pegamos no Chile e ontem ficou explicada a razão de nos chamarmos de "Perros Locos". O bando de gente doida! Essa é de longe a estrada mais complicada pela qual já passamos e só existem as opções de viagem com muita emoção ou extrema emoção. Experimentamos as duas formas!
Saimos de Puerto Maldonado e só tinhamos 470Km pra rodar, mas esta viagem demorou por volta de 10 horas... A estrada dos Andes é ainda mais doida do que a que pegamos no Chile e ontem ficou explicada a razão de nos chamarmos de "Perros Locos". O bando de gente doida! Essa é de longe a estrada mais complicada pela qual já passamos e só existem as opções de viagem com muita emoção ou extrema emoção. Experimentamos as duas formas!
Tudo nesta estrada é extremo! Dezenas de curvas fechadas e em U, animais na pista, fontes de àgua que passam constantemente por cima da estrada e que ainda por cima formam limo na pista (Acreditem, isso é bem escorregadio para carros e principalmente para motos).
Ao Pé dos Andes, e já chovendo, o termômetro da moto marcava exatos 27 °C e em poucos minutos a temperatura foi caindo para 26, 24, 20, 18..... 7, 4, 2 e 1°C. Neste momento já estavamos a uma altitude de 5.000 m e já haviamos tomado o remédio para o mal das alturas (Sorojche). Foi ai que o inacreditável aconteceu... A chuva virou neve e começamos a ver placas congeladas. O termômetro da moto estava piscando e foi ai que descobri que ele não passa de 1°C (Deve ter chegado em uns -5 °C). Eu achei que já tinha sentido dor nas mãos, mas desta vez foi ainda pior que no Chile e me arrependi muito de não ter luvas especiais. Tenho certeza que o Nathan e o Matheus, que estavam na outra moto, também.
Rodamos uns 5 Km com neve e mais uns 45 com chuva e muito frio. Quando o termometro já estava marcando 6°C passamos por uma cidade bem pequena e paramos as motos para esquentar as mãos no escapamento, pois estávamos realmente com medo de acontecer algo mais sério. A técnica foi muito bem sucedida e os peruanos olhavam e davam risada dos loucos esquentando a mão daquela forma. Hahaha... Como eu disse "Perros Loucos". A dor foi diminuindo lentamente e ficou tudo bem. Dai pra frente ainda passamos frio, mas chegamos bem em Cusco.
Alguns devem estar se perguntando se isso vale a pena e posso dizer que sim. Vimos coisas, que de avião nunca seriam possíveis e me lembro bem de ter passado por cima destes mesmos Andes de avião aos 18 anos anos e já ter ficado deslumbrado. Os Andes tem paisagens maravilhosas e fazer este percurso de moto torna tudo ainda mais bonito... Visão completa, proximidade com a natureza e uma sensação de liberdade inexplicável.
Ficaremos em Cusco nos próximos 3 dias e vamos aproveitar para conhecer Macchu Picchu. No meu caso será um retorno, 13 anos depois.
Obs1: Como estou escrevendo do computador do hotel, colocarei as fotos aqui mais tarde.
Obs2: Quando paramos e encontramos a turma do carro ficamos sabendo que todos vibravam com a neve, ao conforto e calor da parte interna do mesmo.
Agradecimento especiais ao Toninho e Claudinha... Ao Toninho por ter me emprestado umas luvas muito boas quando parou de chover e que mantiveram minhas mãos aquecidas. Agradecimento também a Claudinha, que nos presenteia com uns sabonetes especiais de acordo com a necessidade dos eventos e que nos ajuda no final do dia com banhos muito bons.
Ficaremos em Cusco nos próximos 3 dias e vamos aproveitar para conhecer Macchu Picchu. No meu caso será um retorno, 13 anos depois.
Obs1: Como estou escrevendo do computador do hotel, colocarei as fotos aqui mais tarde.
Obs2: Quando paramos e encontramos a turma do carro ficamos sabendo que todos vibravam com a neve, ao conforto e calor da parte interna do mesmo.
Agradecimento especiais ao Toninho e Claudinha... Ao Toninho por ter me emprestado umas luvas muito boas quando parou de chover e que mantiveram minhas mãos aquecidas. Agradecimento também a Claudinha, que nos presenteia com uns sabonetes especiais de acordo com a necessidade dos eventos e que nos ajuda no final do dia com banhos muito bons.
22 de dez. de 2011
Rondônia, Acre (Gleidsonlândia) e Peru
Vou tentar contribuir aqui com impressões diversas sobre os trechos da viagem e completar o que o Felipe vem contando aqui no Blog.

Rondônia basicamente se resumiu a Ji Paraná que foi a única cidade onde paramos pra comer e dormir. No dia seguinte passamos rapidamente por Porto Velho sem praticamente ver nada da cidade e logo chegamos ao Acre. Me perguntaram no Facebook se o Acre realmente existe e confesso que durante a viagem brincamos muito sobre achar que ninguém nunca conheceria o Acre nessa vida, mas o Acre existe sim, embora depois de entrarmos no Acre as estradas praticamente esvaziaram, então acho que de fato pra muita gente o Acre não existe !!! A menção honrosa no Acre fica por conta do restaurante Gleidsonlândia, um espetáculo de lugar que fica na cidade de Senador Guiomard !!!
O X-Gleidson que é o lanche carro chefe da casa leva hamburguer, frango, bife, linguiça, salsicha, ovo, apresuntado, salada e tudo mais q vcs podem imaginar (aliás todos os lanches tem apresuntado) ! Tinha a pizza com recheio de Bagunça q é basicamente o X-Gleidson versão redonda !!!
Ficamos no Hotel Rondon, um lugar bem simples e onde logo cedo ao acordar a Sofia deu de cara com uma `pequena` aranha peluda (foto aí do lado) !!!
Outro detalhe do fantástico planejamento que fizemos pra viagem foi descobrir que precisamos pegar uma balsa pra atravessar o Rio Madeira no Acre. Detalhe que eu só descobri quando a estrada acabou na fila da Balsa... e o Nathan e Felipe algumas horas antes hahaha esse povo não bate bem mesmo !!!
Vale mencionar que depois que passei a ir no carro desconfio que as pessoas lá estavam tomando algum tipo de chá alucinógeno, porque as conversas são muito loucas ! Na minha breve estada lá tivemos histórias de alienígenas suspeitos (Toninho, se manifeste sobre o assunto por favor), foi criada a Igreja Interplanetária de Zeus com mandamentos e tudo entre outras bizarrices... hahaha acreditem, o negócio está feio pra não dar chance ao tédio da viagem no carro !!!
E hoje chegamos finalmente no Peru ! Passamos pela imigração brasileira pra registrar a saída e depois na peruana pra registrar a entrada. Aparentemente não precisaremos fazer o seguro peruano S.O.A.T. que até então achávamos que precisaríamos, mas vamos ver quando formos parados pela polícia !
Fatos curiosos no primeiro dia de Peru:
- o urinário ao ar livre que estava no primeiro posto de gasolina que paramos e que o Nathan fez questão de usar (ver foto postada pelo Felipe abaixo);
- no mesmo posto do urinário quando as motos entraram pra abastecer o frentista correu pra ligar um gerador pras bombas de gasolina funcionarem;
- as milhares de lombadas no meio da estrada desde a entrada no Peru até Porto Maldonado que é onde estamos hoje. Sem brincadeira, é desestimulante depois de mais de 3.000 km você ter que parar o carro umas 50 vezes em 260km de trecho só pra passar as lombadas.. hahaha
- quando se está na moto normalmente a gente fica de pé pra dar uma esticada no corpo ! O Felipe estava atravessando uma ponte aqui na cidade e resolveu se esticar, mas um policial ao ver a cena gritou "Senta aí!!!" e foi assim que o Felipe sentou pela primeira vez no Peru... hahaha piadinha pronta !!!
- o trânsito aqui é bizarro de tão caótico e desorganizado. A buzina aqui é instrumento de trabalho e a quantidade de motos e motokarts (tipo uma moto triciclo que usam de táxi) é absurda. Terra de ninguém !! hahaha
That's it ! Logo que a história se desenrolar, conto com detalhes que fim levou minha moto no meio do caminho e outras histórias !
Amanhã é o dia de tentar chegar até Cuzco e vamos cruzar a Cordilheira dos Andes onde o frio deve chegar a 2 graus! Vamos ver se já consigo voltar de garupa em uma das motos e depois pedir uma chance pro Nathan ou Felipe pra dar uma pilotada numa das motos que era a minha vontade quando saí de Sampa no dia 17.
Chegamos ao Peru!!!
22/12 - 590 Km rodados
Chegamos ao Peru! E já é o quarto país que passamos com as magrelas. Além de rodarmos por grande parte do Brasil... E vou falar uma coisa... E Brasilzão! Que pais bonito esse nosso!
É importante mencionar a participação da nova motoqueira da turma... A Sofia, que está de parabéns... Ela já havia andado um dia com o Nathan de moto e hoje nos acompanhou mais um dia e foi de baixo de chuva mesmo... Chuvisco, chuva fraca, chuva forte, chuva com sol e chuva, chuva, chuva... Choveu praticamente o dia todo.
Amanhã promete! Vamos pegar a estrada cruzando os Andes, até chegarmos em Cusco...
Chegamos ao Peru! E já é o quarto país que passamos com as magrelas. Além de rodarmos por grande parte do Brasil... E vou falar uma coisa... E Brasilzão! Que pais bonito esse nosso!
É importante mencionar a participação da nova motoqueira da turma... A Sofia, que está de parabéns... Ela já havia andado um dia com o Nathan de moto e hoje nos acompanhou mais um dia e foi de baixo de chuva mesmo... Chuvisco, chuva fraca, chuva forte, chuva com sol e chuva, chuva, chuva... Choveu praticamente o dia todo.
Amanhã promete! Vamos pegar a estrada cruzando os Andes, até chegarmos em Cusco...
Ji Paraná (Rondonia) até Senador Guiomard (Acre)

Dia 21/12 - 860 Km rodados
Ontem saímos de Ji Paraná bem cedo e o dia foi um tanto quanto interessante.... Pra começar, quando paramos em um posto para abastecer, conhecemos um caminhoneiro muito gente boa e figura chamado Augusto (Mais conhecido por Pato Loco - Esse ai na foto comigo e com o Nathan). Aproveitamos que estávamos no posto pra perguntar sobre o caminho e no final ganhamos o guia do Pato Loco, que o Nathan tanto gostou.
Na estrada também vimos a Guarda Nacional Brasileira protegendo e fiscalizando uma das divisas com a Bolivia, além de cruzarmos o Rio Madeira de balsa, já que a estrada acaba justamente nele... No final do dia paramos em uma cidade chamada Senador Guiomard e não foi possível publicar nada no Blog, pois o Hotel Rondon era muito simples... (mas bem razoável). O auge do dia (ou da noite) foi jantar no restaurante Gleidsonlandia, um mundo de sabores. E não é que a comida, pizza e lanches eram bons mesmo.
21 de dez. de 2011
A saga das malas - versão carro
Hoje chegamos em Ji Paraná - 840 Km rodados
Eu juro que eu não consigo entender... Todos os dias quando chegamos em um hotel a turma do carro tira apenas uma muda de roupas para não ter que tirar uma dezena de malas do carro, mas todos os dias de manhã ao abrir o porta-malas eles não aguentam, tiram todas as malas pra fora e começam a arrumar tudo outra vez... E é a maior discussão pra ver quem consegue os melhores posicionamentos... Como é de manhã cedo acho que eles decidiram fazer uma ginástica cerebral pra acordar o cérebro... Só pode!
Hoje rodamos o dia todo. Em um dos trechos paramos em um posto, mas como só tinhamos rodado 200km perguntamos ao frentista a distância do próximo posto e e então foi assim:
Frentista: 50 Km
Sandra: Você tem certeza?
Frentista: Certeza!
Felipe: Então vamos parar neste próximo...
Nathan e Sandra: Tá certo!
O mais engraçado é que em todas estas histórias a distância nunca é equivalente a mencionada, e no nosso caso não podia ser diferente.... 80 Km depois a moto do Nathan começa a encostar no acostamento e eu só vejo o dedinho da Sandra de ok virado pra baixo... De qualque maneira o Nathan apoiou o pezinho da moto no chão e praticamente tombou a moto. Mas não é que deu certo! A moto ligou e rodamos mais 10 km até encontrarmos um posto e depois seguimos viagem até chegarmos aqui.
Turma do carro de hoje: Matheus, Shirley, Sofia, Toninho e Claudinha
Moto 1: Nathan e Sandra
Moto 2: Felipe
Obs: Preciso pegar as outras máquinas, pois na minha estas eram as únicas fotos que eu tinha...
Fotos : Saga das malas, teste do equipamento na parede e momento descontração relebrando o funk do Argentino composto por Felipe e Nathan
Eu juro que eu não consigo entender... Todos os dias quando chegamos em um hotel a turma do carro tira apenas uma muda de roupas para não ter que tirar uma dezena de malas do carro, mas todos os dias de manhã ao abrir o porta-malas eles não aguentam, tiram todas as malas pra fora e começam a arrumar tudo outra vez... E é a maior discussão pra ver quem consegue os melhores posicionamentos... Como é de manhã cedo acho que eles decidiram fazer uma ginástica cerebral pra acordar o cérebro... Só pode!
Hoje rodamos o dia todo. Em um dos trechos paramos em um posto, mas como só tinhamos rodado 200km perguntamos ao frentista a distância do próximo posto e e então foi assim:
Frentista: 50 Km
Sandra: Você tem certeza?
Frentista: Certeza!
Felipe: Então vamos parar neste próximo...
Nathan e Sandra: Tá certo!
O mais engraçado é que em todas estas histórias a distância nunca é equivalente a mencionada, e no nosso caso não podia ser diferente.... 80 Km depois a moto do Nathan começa a encostar no acostamento e eu só vejo o dedinho da Sandra de ok virado pra baixo... De qualque maneira o Nathan apoiou o pezinho da moto no chão e praticamente tombou a moto. Mas não é que deu certo! A moto ligou e rodamos mais 10 km até encontrarmos um posto e depois seguimos viagem até chegarmos aqui.
Turma do carro de hoje: Matheus, Shirley, Sofia, Toninho e Claudinha
Moto 1: Nathan e Sandra
Moto 2: Felipe
Obs: Preciso pegar as outras máquinas, pois na minha estas eram as únicas fotos que eu tinha...
Fotos : Saga das malas, teste do equipamento na parede e momento descontração relebrando o funk do Argentino composto por Felipe e Nathan
20 de dez. de 2011
O Antes e o Depois
Pessoal, o Felipe me liberou aqui um acesso pra postar no Blog e vou tentar resumir um pouco da minha experiência de 2 dias atrás, pra tranquilizar todo mundo e dizer que estou bem !!!
Quando consegui me recuperar do susto estava com uma dor violenta nas costas, mas consegui andar. Bati também a boca dentro do capacete e reparei que minha bota estava bem arranhada, a calça rasgada na altura do joelho direito bem em cima da proteção e a jaqueta toda ralada. Nessa hora tudo o que paguei no equipamento valeu a pena. Eu estava também com o protetor de coluna que com certeza amenizou o impacto da batida no chão. A moto funcionou, só que só com o freio da frente, então o Nathan a pegou pra ir até um posto 40 km pra frente e eu fui na moto dele, onde esperamos o pessoal do carro chegar. De lá fomos até o hospital onde tomamos um chá de canseira de 4 horas, das quais 3h30 passei deitado naquelas macas de imobilização todo duro e travado. Fiz raio x e tomografia e nenhuma fratura.
A notícia ruim disso tudo é q a moto no final das contas teve um estrago maior e parou de funcionar indo pra concessionária de Cuiabá e sem prazo pra ser arrumada, então meu planejamento de ir de moto até o Peru foi por água abaixo, agora estou no carro e até eu melhorar completamente, a galera está se revezando na garupa do Nathan (Sofia e Sandra por enquanto).
A notícia boa é que fora as dores nas costas estou bem e eu sei que podia ter sido bem pior, então tenho que agradecer muito meu anjo da guarda e o pessoal que fabricou o capacete, a bota e a roupa com as proteções.
Em tempo: não me arrependo de nada e faria tudo de novo ! Tanto que vamos continuar a viagem até Lima no Peru e espero que o Nathan ou Felipe se cansem, porque daqui uns dias quando estiver melhor quero revezar com eles nas motos, afinal foi pra isso que eu me preparei tanto. Deixo os detalhes do último dia pro Felipe postar e prometo voltar aqui com uma história melhor da próxima vez.. hahaha
Eu estou tão animado agora, como estava antes de começar. Um pouco chateado claro, mas 100% animado !
Bjos e abraços !
Matheus
É logo ali!
Saída: Prata
Chegada: Cáceres/ MT - Por volta de 2.000Km
Saindo de Minas Gerais, suba um pouco e vire a esquerda em Goias, então vá "diretão" até o Mato Grosso... É mais ou menos isso, no entanto, no meio do percurso algumas coisas aconteceram...
Ontem, dia que não publicamos nada neste blog (vocês entenderão o motivo daqui a pouco), estávamos rodando com as motos já há 800 km, próximos de Rondonópolis (200 Km de Cuiabá pra facilitar). O caso é que estávamos na estrada e quando eu olhei pelo retrovisor o Matheus que devia estar lá não aparecia nunca, comecei a reduzir a velocidade e nada dele. O Nathan que estava na frente também havia percebido, então nós dois paramos e esperamos uns 20 segundos e como ele realmente não apareceu voltamos rápido pra entender o que havia acontecido. Voltando uns 500 metros encontramos o Matheus sentado em uma mureta com a roupa de moto (jaqueta fechada) em um calor insuportável olhando para o horizonte... Se foi destino, sorte, Deus, proteção etc, eu não sei, mas estávamos descendo essa serra e a moto ficou totalmente sem freio numa curva. Ele bateu na mureta, foi jogado por cima da moto e caiu na terra e mato que tinha ali. Dali conseguimos levar as motos até um posto e depois fomos até o hospital pra nos certificarmos que estava tudo bem. Depois dos raio x e tomografia, realmente nada mais grave foi constatado, fora a pancada e as dores pelo corpo. Dormimos em Rondonópolis e hoje viemos para Cacéres. O Matheus agora de carro pelo resto da viagem e a G 650 GS de guincho para a concessionária... Começamos a viagem falando do teste das motos e neste caso a G 650 GS, que já havia dado problema na nossa primeira viagem (uma outra G e não a mesma) agora deu um problema muito mais sério. O freio ABS, que deveria ser extremamente seguro, só não funcionou... Só isso? Em uma moto? Ah tá!
Quanto a sequência da viagem:
Cáceres é uma cidade na região do Pantanal e logo na chegada, fizemos check in no hotel e fomos comer um peixe em um restaurante que é um barco flutuante... A comida é muito boa, (pintado na brasa) com excelente atendimento e direito a visita de um Jacaré na beira do Rio... Estamos no Pantanal, não é mesmo!
Chegada: Cáceres/ MT - Por volta de 2.000Km
Saindo de Minas Gerais, suba um pouco e vire a esquerda em Goias, então vá "diretão" até o Mato Grosso... É mais ou menos isso, no entanto, no meio do percurso algumas coisas aconteceram...
Ontem, dia que não publicamos nada neste blog (vocês entenderão o motivo daqui a pouco), estávamos rodando com as motos já há 800 km, próximos de Rondonópolis (200 Km de Cuiabá pra facilitar). O caso é que estávamos na estrada e quando eu olhei pelo retrovisor o Matheus que devia estar lá não aparecia nunca, comecei a reduzir a velocidade e nada dele. O Nathan que estava na frente também havia percebido, então nós dois paramos e esperamos uns 20 segundos e como ele realmente não apareceu voltamos rápido pra entender o que havia acontecido. Voltando uns 500 metros encontramos o Matheus sentado em uma mureta com a roupa de moto (jaqueta fechada) em um calor insuportável olhando para o horizonte... Se foi destino, sorte, Deus, proteção etc, eu não sei, mas estávamos descendo essa serra e a moto ficou totalmente sem freio numa curva. Ele bateu na mureta, foi jogado por cima da moto e caiu na terra e mato que tinha ali. Dali conseguimos levar as motos até um posto e depois fomos até o hospital pra nos certificarmos que estava tudo bem. Depois dos raio x e tomografia, realmente nada mais grave foi constatado, fora a pancada e as dores pelo corpo. Dormimos em Rondonópolis e hoje viemos para Cacéres. O Matheus agora de carro pelo resto da viagem e a G 650 GS de guincho para a concessionária... Começamos a viagem falando do teste das motos e neste caso a G 650 GS, que já havia dado problema na nossa primeira viagem (uma outra G e não a mesma) agora deu um problema muito mais sério. O freio ABS, que deveria ser extremamente seguro, só não funcionou... Só isso? Em uma moto? Ah tá!
Quanto a sequência da viagem:
Cáceres é uma cidade na região do Pantanal e logo na chegada, fizemos check in no hotel e fomos comer um peixe em um restaurante que é um barco flutuante... A comida é muito boa, (pintado na brasa) com excelente atendimento e direito a visita de um Jacaré na beira do Rio... Estamos no Pantanal, não é mesmo!
17 de dez. de 2011
Saindo de São Paulo
Saída: São Paulo - Km 0
Chegada: Prata/ MG - Km 658
Partimos de SP e desta vez vamos praticamente testar toda a linha de motos da BMW... Estamos com: G 650 GS, F 800 GS e R 1200 GS...
O 1o dia foi tranquilo e com um sol forte torrando nossas cabeças... Daqui pra frente a tendência e de cada vez mais calor... Hoje o registro foi de 34oC durante praticamente todo o dia...
Chegada: Prata/ MG - Km 658
Partimos de SP e desta vez vamos praticamente testar toda a linha de motos da BMW... Estamos com: G 650 GS, F 800 GS e R 1200 GS...
O 1o dia foi tranquilo e com um sol forte torrando nossas cabeças... Daqui pra frente a tendência e de cada vez mais calor... Hoje o registro foi de 34oC durante praticamente todo o dia...
7 de dez. de 2011
Reunião de planejamento
Marcamos mais uma reunião de planejamento...
... O resultado é sempre o mesmo, aproveitamos pra nos encontrar e vocês sabem o que planejamos?? Nada! Zero! A melhor decisão que tomamos foi: Vamos dirigindo e quando ficarmos cansados paramos...
Pessoas organizadas certamente não podem se juntar ao grupo... O coração não aguenta...
Atualização do Grupo
Motos: Felipe, Matheus e Nathan
Carro: Claudinha, Toninho, Sandra, Shirley e Sofia
Avião: Ana Luísa
Saída: 17.12
... O resultado é sempre o mesmo, aproveitamos pra nos encontrar e vocês sabem o que planejamos?? Nada! Zero! A melhor decisão que tomamos foi: Vamos dirigindo e quando ficarmos cansados paramos...
Pessoas organizadas certamente não podem se juntar ao grupo... O coração não aguenta...
Atualização do Grupo
Motos: Felipe, Matheus e Nathan
Carro: Claudinha, Toninho, Sandra, Shirley e Sofia
Avião: Ana Luísa
Saída: 17.12
27 de nov. de 2011
A estrada - Interoceânica Sul
Depois do susto e de um skatista quase estragar a viagem, agora esta tudo certo...
Vamos "Cruzar o novo trecho da Interoceânica desde o Brasil até Cusco, isso permite ao viajante vislumbrar as mais diferentes paisagens e ecossistemas, o que acaba se tornando um atrativo a mais para a viagem. Imagine sair do meio da floresta Amazônica, com altas temperaturas e poder brincar na neve alguns quilômetros depois? Na primeira parte da viagem, por exemplo, entre Assis Brasil e Puerto Maldonado, a superfície é quase toda plana, atravessando grandes partes da selva amazônica , que volta e meia são interrompidas para dar espaços a grandes pastos"... Trecho da reportagem encontrado na revista Meridiani, edição de novembro.
Alguns lugares que vamos conhecer ao longo da viagem:
Vamos "Cruzar o novo trecho da Interoceânica desde o Brasil até Cusco, isso permite ao viajante vislumbrar as mais diferentes paisagens e ecossistemas, o que acaba se tornando um atrativo a mais para a viagem. Imagine sair do meio da floresta Amazônica, com altas temperaturas e poder brincar na neve alguns quilômetros depois? Na primeira parte da viagem, por exemplo, entre Assis Brasil e Puerto Maldonado, a superfície é quase toda plana, atravessando grandes partes da selva amazônica , que volta e meia são interrompidas para dar espaços a grandes pastos"... Trecho da reportagem encontrado na revista Meridiani, edição de novembro.
Alguns lugares que vamos conhecer ao longo da viagem:
- Parque Nacional de Manu. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
- Floresta Amazônica;
- Cusco, antiga Capital Inca;
- Marcapata, local de banhos termais, as águas são umas de maior temperatura do Peru, alcançando118oC;
- Capela Vila Concebida de Kuchuhuasi, declarada Patrimônio Cultural da Nação;
- Andes, a cordilheira branca;
- Macchu Picchu, no Vale Urubamba, e suas ruínas incas... Uma das sete maravilhas do mundo;
- Lima;
25 de out. de 2011
Envelhecer é assim... Sabemos que isso vai acontecer, mas não significa que precisamos deixar as coisas que queremos para trás. As vezes parece díficil, a vida é cheia de barreiras e certamente quem olha de fora não acredita que será possível... Dá saudades do passado, mas não precisa ser só assim... Sem esquecer o que queremos e com muito foco chegamos lá...
18 de set. de 2011
Projeto Peru (Lima)
Eu cresci lendo os quadrinhos do Calvin & Haroldo e assim como ele, quando criança, queria fazer diversas coisas que não podia...
... Como é bom crescer e poder sair por ai dirigindo (neste caso de moto) pra onde eu bem entender...
No final de 2010 eu e o Nathan decidimos ir até o Chile de moto... Que viagem!!! Agora, temos um novo projeto: Em dezembro deste ano pegamos a estrada rumo ao Peru (até Lima).
A Rota:
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