21 de dez. de 2011

A saga das malas - versão carro

Hoje chegamos em Ji Paraná - 840 Km rodados

Eu juro que eu não consigo entender... Todos os dias quando chegamos em um hotel a turma do carro tira apenas uma muda de roupas para não ter que tirar uma dezena de malas do carro, mas todos os dias de manhã ao abrir o porta-malas eles não aguentam, tiram todas as malas pra fora e começam a arrumar tudo outra vez... E é a maior discussão pra ver quem consegue os melhores posicionamentos... Como é de manhã cedo acho que eles decidiram fazer uma ginástica cerebral pra acordar o cérebro... Só pode!

Hoje rodamos o dia todo. Em um dos trechos paramos em um posto, mas como só tinhamos rodado 200km perguntamos ao frentista a distância do próximo posto e e então foi assim:
Frentista: 50 Km
Sandra: Você tem certeza?
Frentista: Certeza!
Felipe: Então vamos parar neste próximo...
Nathan e Sandra: Tá certo!

O mais engraçado é que em todas estas histórias a distância nunca é equivalente a mencionada, e no nosso caso não podia ser diferente.... 80 Km depois a moto do Nathan começa a encostar no acostamento e eu só vejo o dedinho da Sandra de ok virado pra baixo... De qualque maneira o Nathan apoiou o pezinho da moto no chão e praticamente tombou a moto. Mas não é que deu certo! A moto ligou e rodamos mais 10 km até encontrarmos um posto e depois seguimos viagem até chegarmos aqui.

Turma do carro de hoje: Matheus, Shirley, Sofia, Toninho e Claudinha
Moto 1: Nathan e Sandra
Moto 2: Felipe

Obs: Preciso pegar as outras máquinas, pois na minha estas eram as únicas fotos que eu tinha...
Fotos : Saga das malas, teste do equipamento na parede e momento descontração relebrando o funk do Argentino composto por Felipe e Nathan

20 de dez. de 2011

O Antes e o Depois

Pessoal, o Felipe me liberou aqui um acesso pra postar no Blog e vou tentar resumir um pouco da minha experiência de 2 dias atrás, pra tranquilizar todo mundo e dizer que estou bem !!!

Antes de mais nada quero dizer que fazer essa viagem foi uma escolha fácil e o fato de envolver aventura e adrenalina já eram suficientes pra eu entrar de cabeça no projeto. Quem conviveu mais de perto comigo esses últimos meses sabe o quanto eu falei da viagem e o quanto eu estava empolgado. Comprei a moto que era do Felipe e que já tinho ido até Uruguai, Argentina e Chile ano passado e me preparei comprando as roupas necessárias, acessórios e também trabalhei a parte física. Saímos no Sábado 17/12 e rodamos cerca de 600 km. Cansativo mas ao mesmo tempo a realização de um sonho. Quem anda de moto sabe do que estou falando. São momentos em que você esquece de tudo e só vive aquele momento ao mesmo tempo de adrenalina e liberdade. No dia seguinte programamos rodar 1.000 km pra adiantar o máximo a primeira parte da viagem e chegar logo até a Chapada dos Guimarães, mas depois de rodar 800 km veio a surpresa: estávamos descendo uma serra em direção a Cuiabá (um pouco antes de Rondonópolis) e quase no final dela, numa curva, acionei o freio de trás e nada. Na hora não dá pra pensar em muita coisa, só tentei usar o freio da frente, mas já era tarde. Bati numa mureta de concreto e com o impacto fui jogado da moto em cima da terra e mato que tinha ali antes do abismo. Lembro de ter ido de cabeça na terra e depois meu corpo girou e bati as costas no chão. Acho q a única coisa que consegui pensar entre sair decolando da moto e aterrisar de costas no chão foi "FODEU"!!! Na hora da batida não consegui respirar e no desespero só tentei levantar de qualquer jeito e forçar a respiração. Consegui ficar sentado na mureta tentando respirar e fiquei ali por alguns segundos meio perdido, sem prestar atenção no mundo à minha volta. Algumas pessoas passaram devagar de carro perguntando se estava tudo bem e tive aquela sensação de estar num sonho. Surreal ! Olhei pra baixo e a moto estava encostada na mureta de pé. Nisso vejo o Nathan e o Felipe voltando e agora fico imaginando a cena que eles viram: eu sentado na mureta todo equipado e sujo de terra num calor infernal e a moto uns 10 metros pra frente de pé encostada na mureta... hahaha

Quando consegui me recuperar do susto estava com uma dor violenta nas costas, mas consegui andar. Bati também a boca dentro do capacete e reparei que minha bota estava bem arranhada, a calça rasgada na altura do joelho direito bem em cima da proteção e a jaqueta toda ralada. Nessa hora tudo o que paguei no equipamento valeu a pena. Eu estava também com o protetor de coluna que com certeza amenizou o impacto da batida no chão. A moto funcionou, só que só com o freio da frente, então o Nathan a pegou pra ir até um posto 40 km pra frente e eu fui na moto dele, onde esperamos o pessoal do carro chegar. De lá fomos até o hospital onde tomamos um chá de canseira de 4 horas, das quais 3h30 passei deitado naquelas macas de imobilização todo duro e travado. Fiz raio x e tomografia e nenhuma fratura.
A notícia ruim disso tudo é q a moto no final das contas teve um estrago maior e parou de funcionar indo pra concessionária de Cuiabá e sem prazo pra ser arrumada, então meu planejamento de ir de moto até o Peru foi por água abaixo, agora estou no carro e até eu melhorar completamente, a galera está se revezando na garupa do Nathan (Sofia e Sandra por enquanto).

A notícia boa é que fora as dores nas costas estou bem e eu sei que podia ter sido bem pior, então tenho que agradecer muito meu anjo da guarda e o pessoal que fabricou o capacete, a bota e a roupa com as proteções.

Em tempo: não me arrependo de nada e faria tudo de novo ! Tanto que vamos continuar a viagem até Lima no Peru e espero que o Nathan ou Felipe se cansem, porque daqui uns dias quando estiver melhor quero revezar com eles nas motos, afinal foi pra isso que eu me preparei tanto. Deixo os detalhes do último dia pro Felipe postar e prometo voltar aqui com uma história melhor da próxima vez.. hahaha

Eu estou tão animado agora, como estava antes de começar. Um pouco chateado claro, mas 100% animado !


Bjos e abraços !
Matheus

É logo ali!

Saída: Prata
Chegada: Cáceres/ MT - Por volta de 2.000Km

Saindo de Minas Gerais, suba um pouco e vire a esquerda em Goias, então vá "diretão" até o Mato Grosso... É mais ou menos isso, no entanto, no meio do percurso algumas coisas aconteceram...

Ontem, dia que não publicamos nada neste blog (vocês entenderão o motivo daqui a pouco), estávamos rodando com as motos já há 800 km, próximos de Rondonópolis (200 Km de Cuiabá pra facilitar). O caso é que estávamos na estrada e quando eu olhei pelo retrovisor o Matheus que devia estar lá não aparecia nunca, comecei a reduzir a velocidade e nada dele. O Nathan que estava na frente também havia percebido, então nós dois paramos e esperamos uns 20 segundos e como ele realmente não apareceu voltamos rápido pra entender o que havia acontecido. Voltando uns 500 metros encontramos o Matheus sentado em uma mureta com a roupa de moto (jaqueta fechada) em um calor insuportável olhando para o horizonte... Se foi destino, sorte, Deus, proteção etc, eu não sei, mas estávamos descendo essa serra e a moto ficou totalmente sem freio numa curva. Ele bateu na mureta, foi jogado por cima da moto e caiu na terra e mato que tinha ali. Dali conseguimos levar as motos até um posto e depois fomos até o hospital pra nos certificarmos que estava tudo bem. Depois dos raio x e tomografia, realmente nada mais grave foi constatado, fora a pancada e as dores pelo corpo. Dormimos em Rondonópolis e hoje viemos para Cacéres. O Matheus agora de carro pelo resto da viagem e a G 650 GS de guincho para a concessionária... Começamos a viagem falando do teste das motos e neste caso a G 650 GS, que já havia dado problema na nossa primeira viagem (uma outra G e não a mesma) agora deu um problema muito mais sério. O freio ABS, que deveria ser extremamente seguro, só não funcionou... Só isso? Em uma moto? Ah tá!

Quanto a sequência da viagem:
Cáceres é uma cidade na região do Pantanal e logo na chegada, fizemos check in no hotel e fomos comer um peixe em um restaurante que é um barco flutuante... A comida é muito boa, (pintado na brasa) com excelente atendimento e direito a visita de um Jacaré na beira do Rio... Estamos no Pantanal, não é mesmo!

17 de dez. de 2011

Saindo de São Paulo

Saída: São Paulo - Km 0
Chegada: Prata/ MG - Km 658

Partimos de SP e desta vez vamos praticamente testar toda a linha de motos da BMW... Estamos com: G 650 GS, F 800 GS e R 1200 GS...

O 1o dia foi tranquilo e com um sol forte torrando nossas cabeças... Daqui pra frente a tendência e de cada vez mais calor... Hoje o registro foi de 34oC durante praticamente todo o dia...

7 de dez. de 2011

Reunião de planejamento

Marcamos mais uma reunião de planejamento...
... O resultado é sempre o mesmo, aproveitamos pra nos encontrar e vocês sabem o que planejamos?? Nada! Zero! A melhor decisão que tomamos foi: Vamos dirigindo e quando ficarmos cansados paramos...
Pessoas organizadas certamente não podem se juntar ao grupo... O coração não aguenta...

Atualização do Grupo
Motos: Felipe, Matheus e Nathan
Carro: Claudinha, Toninho, Sandra, Shirley e Sofia
Avião: Ana Luísa

Saída: 17.12

27 de nov. de 2011

A estrada - Interoceânica Sul

Depois do susto e de um skatista quase estragar a viagem, agora esta tudo certo...

Vamos "Cruzar o novo trecho da Interoceânica desde o Brasil até Cusco, isso permite ao viajante vislumbrar as mais diferentes paisagens e ecossistemas, o que acaba se tornando um atrativo a mais para a viagem. Imagine sair do meio da floresta Amazônica, com altas temperaturas e poder brincar na neve alguns quilômetros depois? Na primeira parte da viagem, por exemplo, entre Assis Brasil e Puerto Maldonado, a superfície é quase toda plana, atravessando grandes partes da selva amazônica , que volta e meia são interrompidas para dar espaços a grandes pastos"... Trecho da reportagem encontrado na revista Meridiani, edição de novembro.

Alguns lugares que vamos conhecer ao longo da viagem:
  • Parque Nacional de Manu. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. 
  • Floresta Amazônica;
  • Cusco, antiga Capital Inca;
  • Marcapata, local de banhos termais, as águas são umas de maior temperatura do Peru, alcançando118oC;
  • Capela Vila Concebida de Kuchuhuasi, declarada Patrimônio Cultural da Nação;
  • Andes, a cordilheira branca;
  • Macchu Picchu, no Vale Urubamba, e suas ruínas incas... Uma das sete maravilhas do mundo;
  • Lima;

25 de out. de 2011

Envelhecer é assim... Sabemos que isso vai acontecer, mas não significa que precisamos deixar as coisas que queremos para trás. As vezes parece díficil, a vida é cheia de barreiras e certamente quem olha de fora não acredita que será possível... Dá saudades do passado, mas não precisa ser só assim... Sem esquecer o que queremos e com muito foco chegamos lá...