26 de dez. de 2011

Os Andes, Cusco e Machu Picchu

Bom, conforme prometido volto aqui pra dar um pouco mais da minha visão da viagem e pra publicar algumas outras fotos por isso o post vai ficar meio longo.

Conforme o Felipe já mencionou abaixo a travessia dos Andes foi insana e foi o dia que eu fui de garupa na moto do Nathan porque eu não queria perder essa parte, mesmo não estando 100%. Pra vocês terem idéia quando começamos a subir os Andes o marcador de temperatura mostrava 27 graus. Em meia hora de subida a temperatura despencou 7 graus e já marcava 20. Foi quando avistamos um Peruano local parado na beira da estrada de moto colocando umas roupas de frio. Nessa hora encostamos e colocamos toda a roupa de inverno mais as capas de chuva por cima. Nessa hora também cada um apelou pra uma técnica diferente de luvas. O Felipe colocou uma luva de lã e uma luva cirurgica por cima. O Nathan colocou a luva cirurgica e uma impermeável por cima e eu coloquei uma impermeável só. Conforme íamos subindo a temperatura baixava muito rápido e perto do Pico começou a nevar. Quando olhei o marcador da moto estava mostrando 0 graus. Até ali o frio nas mãos era grande, mas suportável e começamos a ver placas de sinalização completamente congeladas. O problema foi que na subida a temperatura caiu bem rápido, mas na descida do outro lado ela não subia na mesma velocidade e as mãos começaram a doer muito. Nenhuma das técnicas de luvas funcionou... essa é a verdade e foi qdo paramos pra enfiar os dedos dentro dos escapamentos e colocar as luvas em cima do motor hahaha
Um pouco antes de Cusco paramos de novo e eu não tinha quase condição de andar de tão quebrado que fiquei e fui pro carro pra fazer a última meia hora até Cusco. Acho que uma pessoa normal e com dores não faria o que fiz, mas essa era uma das aventuras que eu queria fazer de moto e por isso fui na garupa. Faria de novo, pois a experiência foi única e poucas pessoas no mundo passaram por isso de moto. Sim, acho que agora fui batizado oficialmente como `Perro loco`... hahaha

Chegamos em Cusco e a cidade estava um loucura por causa do Natal. Muito trânsito e muita gente nas ruas. Nosso hotel foi uma boa surpresa, pois fizemos a reserva pela internet. Se chamava Tambo del Arriero (algo como hospedagem para andarilhos) e é uma típica construção espanhola com um grande pátio no meio, realmente surpreendente. Curtimos uma feirinha típica e o mercado municipal que misturava artesanato e açougue tudo junto em condições sanitárias no mínimo duvidosas.. hahaha
Como íamos pra Machu Picchu no dia seguinte fizemos umas compras no mercado e improvisamos uma ceia natalina no próprio hotel.

Machu Picchu é indescritível e fantástico, um dos lugares mais bonitos e com a energia mais incrível dos que já visitei por aí.

O fato marcante do dia foi encontrar o presidente da Bolívia Evo Morales (que para nosotros se transformou em Huevos Morales.. hahaha) que visitou Aguas Calientes na volta de Machu Picchu com direito a conversar com o Nathan pra perguntar do Lula e fotos com as tietes Shirley, Sandra e Claudinha, impagável !!!









De volta a Cusco no dia seguinte conhecemos o museu do chocolate, uma outra feira mais longe do centro com preços melhores das roupas típicas, almoçamos no restaurante Limo (ceviche e truta espetaculares) e andamos pela cidade onde compramos umas máscaras usadas numa dança típica Cusquenha... detalhe é o nome da rua na esquina da loja onde compramos as máscaras e onde tiramos a foto.. hahaha


















No dia seguinte saímos rumo a Lima e a surpresa foi encontrar novamente as estradas sinuosas dos Andes. Paisagens desconcertantes equivalentes ao perigo da estrada e suas curvas traiçoeiras, mas deu tudo certo apesar da demora não programada pra atravessar toda a cordilheira. Hoje chegamos a Nazca no Peru onde conseguimos ver algumas das famosas Linhas de Nazca (aqueles desenhos no chão que só podem ser vistos de cima). Hoje vamos tentar fazer upload das fotos pra um álbum na internet pra poder divulgar o link e vocês conseguirem ver mais fotos. Fui !!!

Machu Picchu

Dias 24 e 25/12

No dia 24 ficamos andando por Cusco e no final do dia fizemos um jantar no próprio hotel, já que teriamos que acordar as 3hs a.m. para pegar o ônibus para Macchu Picchu. Fizemos umas compras no mercado e pedimos para o recepcionista abrir o restaurante, que estava fechado por conta do natal. Utilizando a cozinha do hotel, montamos os pratos e montamos a mesa no restaurante...






              A Van passou no hotel às 4hs e seguimos em direção a Ollantaytambo. Quando estávamos próximos da cidade ocorreu um deslizamento na estrada e quase perdemos o Trem, mas conseguimos chegar a tempo. Depois de trem seguimos até aguas calientes e em seguida pegamos um ônibus que nos levou até Machu Picchu.

Expedición a Machu Picchu

- Km 18, Poroy, cuyo nombre viene de "Por hoy, nos quedamos aqui".
- Km 41, Huarocondo, camino en zigzag para entrar al desfiladero de Huarocondo - Pachar formado por la quebrada de pomatales.
- Estación de Ollantaytambo, Km 67, antiguo lugar de descanso de la nobreza inca.
- Nevado Veronica, 5.700 m.s.n.m de altura, 15 minutos después de Ollantaytambo.
- Km 88, cruce de trenes de Qorihuayrachina y zona de sitios arqueológicos como Quente y Patallaqta.
- Km 104, se pasa por los complejos arqueológicos de Choquesuysuy y Wiñaywayna.
- Finalmente Machu Picchu, Km. 110, en ceja de selva.

24 de dez. de 2011

Andes Peruanos e Cusco

Dia 23/12 - Chegamos a Cusco! 470 Km rodados


Saimos de Puerto Maldonado e só tinhamos 470Km pra rodar, mas esta viagem demorou por volta de 10  horas... A estrada dos Andes é ainda mais doida do que a que pegamos no Chile e ontem ficou explicada a razão de nos chamarmos de "Perros Locos". O bando de gente doida! Essa é de longe a estrada mais complicada pela qual já passamos e só existem as opções de viagem com muita emoção ou extrema emoção. Experimentamos as duas formas!


Tudo nesta estrada é extremo! Dezenas de curvas fechadas e em U, animais na pista, fontes de àgua que passam constantemente por cima da estrada e que ainda por cima formam limo na pista (Acreditem, isso é bem escorregadio para carros e principalmente para motos).

Ao Pé dos Andes, e já chovendo, o termômetro da moto marcava exatos 27 °C e em poucos minutos a temperatura foi caindo para 26, 24, 20, 18..... 7, 4, 2 e 1°C. Neste momento já estavamos a uma altitude de 5.000 m e já haviamos tomado o remédio para o mal das alturas (Sorojche). Foi ai que o inacreditável aconteceu... A chuva virou neve e começamos a ver placas congeladas. O termômetro da moto estava piscando e foi ai que descobri que ele não passa de 1°C (Deve ter chegado em uns -5 °C). Eu achei que já tinha sentido dor nas mãos, mas desta vez foi ainda pior que no Chile e me arrependi muito de não ter luvas especiais. Tenho certeza que o Nathan e o Matheus, que estavam na outra moto, também. 

Rodamos uns 5 Km com neve e mais uns 45 com chuva e muito frio. Quando o termometro já estava marcando 6°C passamos por uma cidade bem pequena e paramos as motos para esquentar as mãos no escapamento, pois estávamos realmente com medo de acontecer algo mais sério. A técnica foi muito bem sucedida e os peruanos olhavam e davam risada dos loucos esquentando a mão daquela forma. Hahaha... Como eu disse "Perros Loucos". A dor foi diminuindo lentamente e ficou tudo bem. Dai pra frente ainda passamos frio, mas chegamos bem em Cusco.

Alguns devem estar se perguntando se isso vale a pena e posso dizer que sim. Vimos coisas, que de avião nunca seriam possíveis e me lembro bem de ter passado por cima destes mesmos Andes de avião aos 18 anos anos e já ter ficado deslumbrado. Os Andes tem paisagens maravilhosas e fazer este percurso de moto torna tudo ainda mais bonito... Visão completa, proximidade com a natureza e uma sensação de liberdade inexplicável.


Ficaremos em Cusco nos próximos 3 dias e vamos aproveitar para conhecer Macchu Picchu. No meu caso será um retorno, 13 anos depois. 


Obs1: Como estou escrevendo do computador do hotel, colocarei as fotos aqui mais tarde.
Obs2: Quando paramos e encontramos a turma do carro ficamos sabendo que todos vibravam com a neve, ao conforto e calor da parte interna do mesmo.


Agradecimento especiais ao Toninho e Claudinha... Ao Toninho por ter me emprestado umas luvas muito boas quando parou de chover e que mantiveram minhas mãos aquecidas. Agradecimento também a Claudinha, que nos presenteia com uns sabonetes especiais de acordo com a necessidade dos eventos e que nos ajuda no final do dia com banhos muito bons.

22 de dez. de 2011

Rondônia, Acre (Gleidsonlândia) e Peru

Vou tentar contribuir aqui com impressões diversas sobre os trechos da viagem e completar o que o Felipe vem contando aqui no Blog.

Rondônia basicamente se resumiu a Ji Paraná que foi a única cidade onde paramos pra comer e dormir. No dia seguinte passamos rapidamente por Porto Velho sem praticamente ver nada da cidade e logo chegamos ao Acre. Me perguntaram no Facebook se o Acre realmente existe e confesso que durante a viagem brincamos muito sobre achar que ninguém nunca conheceria o Acre nessa vida, mas o Acre existe sim, embora depois de entrarmos no Acre as estradas praticamente esvaziaram, então acho que de fato pra muita gente o Acre não existe !!! A menção honrosa no Acre fica por conta do restaurante Gleidsonlândia, um espetáculo de lugar que fica na cidade de Senador Guiomard !!!



O X-Gleidson que é o lanche carro chefe da casa leva hamburguer, frango, bife, linguiça, salsicha, ovo, apresuntado, salada e tudo mais q vcs podem imaginar (aliás todos os lanches tem apresuntado) ! Tinha a pizza com recheio de Bagunça q é basicamente o X-Gleidson versão redonda !!!









Ficamos no Hotel Rondon, um lugar bem simples e onde logo cedo ao acordar a Sofia deu de cara com uma `pequena` aranha peluda (foto aí do lado) !!!






Outro detalhe do fantástico planejamento que fizemos pra viagem foi descobrir que precisamos pegar uma balsa pra atravessar o Rio Madeira no Acre. Detalhe que eu só descobri quando a estrada acabou na fila da Balsa... e o Nathan e Felipe algumas horas antes hahaha esse povo não bate bem mesmo !!!

Vale mencionar que depois que passei a ir no carro desconfio que as pessoas lá estavam tomando algum tipo de chá alucinógeno, porque as conversas são muito loucas ! Na minha breve estada lá tivemos histórias de alienígenas suspeitos (Toninho, se manifeste sobre o assunto por favor), foi criada a Igreja Interplanetária de Zeus com mandamentos e tudo entre outras bizarrices... hahaha acreditem, o negócio está feio pra não dar chance ao tédio da viagem no carro !!!

E hoje chegamos finalmente no Peru ! Passamos pela imigração brasileira pra registrar a saída e depois na peruana pra registrar a entrada. Aparentemente não precisaremos fazer o seguro peruano S.O.A.T. que até então achávamos que precisaríamos, mas vamos ver quando formos parados pela polícia !

Fatos curiosos no primeiro dia de Peru:
- o urinário ao ar livre que estava no primeiro posto de gasolina que paramos e que o Nathan fez questão de usar (ver foto postada pelo Felipe abaixo);
- no mesmo posto do urinário quando as motos entraram pra abastecer o frentista correu pra ligar um gerador pras bombas de gasolina funcionarem;
- as milhares de lombadas no meio da estrada desde a entrada no Peru até Porto Maldonado que é onde estamos hoje. Sem brincadeira, é desestimulante depois de mais de 3.000 km você ter que parar o carro umas 50 vezes em 260km de trecho só pra passar as lombadas.. hahaha
- quando se está na moto normalmente a gente fica de pé pra dar uma esticada no corpo ! O Felipe estava atravessando uma ponte aqui na cidade e resolveu se esticar, mas um policial ao ver a cena gritou "Senta aí!!!" e foi assim que o Felipe sentou pela primeira vez no Peru... hahaha piadinha pronta !!!
- o trânsito aqui é bizarro de tão caótico e desorganizado. A buzina aqui é instrumento de trabalho e a quantidade de motos e motokarts (tipo uma moto triciclo que usam de táxi) é absurda. Terra de ninguém !! hahaha

That's it ! Logo que a história se desenrolar, conto com detalhes que fim levou minha moto no meio do caminho e outras histórias !

Amanhã é o dia de tentar chegar até Cuzco e vamos cruzar a Cordilheira dos Andes onde o frio deve chegar a 2 graus! Vamos ver se já consigo voltar de garupa em uma das motos e depois pedir uma chance pro Nathan ou Felipe pra dar uma pilotada numa das motos que era a minha vontade quando saí de Sampa no dia 17.

E ai vão mais fotos...

Tomou Inka Cola??? Vá até o Urinário mais próximo... Valeu Nathan!!!

Chegamos ao Peru!!!

22/12 - 590 Km rodados

Chegamos ao Peru! E já é o quarto país que passamos com as magrelas. Além de rodarmos por grande parte do Brasil... E vou falar uma coisa... E Brasilzão! Que pais bonito esse nosso!

É importante mencionar a participação da nova motoqueira da turma... A Sofia, que está de parabéns... Ela já havia andado um dia com o Nathan de moto e hoje nos acompanhou mais um dia e foi de baixo de chuva mesmo... Chuvisco, chuva fraca, chuva forte, chuva com sol e chuva, chuva, chuva... Choveu praticamente o dia todo.

Amanhã promete! Vamos pegar a estrada cruzando os Andes, até chegarmos em Cusco...

Ji Paraná (Rondonia) até Senador Guiomard (Acre)


Dia 21/12 - 860 Km rodados

Ontem saímos de Ji Paraná bem cedo e o dia foi um tanto quanto interessante.... Pra começar, quando paramos em um posto para abastecer, conhecemos um caminhoneiro muito gente boa e figura chamado Augusto (Mais conhecido por Pato Loco - Esse ai na foto comigo e com o Nathan). Aproveitamos que estávamos no posto pra perguntar sobre o caminho e no final ganhamos o guia do Pato Loco, que o Nathan tanto gostou.
Na estrada também vimos a Guarda Nacional Brasileira protegendo e fiscalizando uma das divisas com a Bolivia, além de cruzarmos o Rio Madeira de balsa, já que a estrada acaba justamente nele... No final do dia paramos em uma cidade chamada Senador Guiomard e não foi possível publicar nada no Blog, pois o Hotel Rondon era muito simples... (mas bem razoável). O auge do dia (ou da noite)  foi jantar no restaurante Gleidsonlandia, um mundo de sabores. E não é que a comida, pizza e lanches eram bons mesmo.